METRÔ

Histórico

Desde 1928, quando a população da cidade do Rio de Janeiro era de pouco mais de um milhão de habitantes, o metrô já era percebido como o meio de transporte capaz de resolver a questão do tráfego urbano.

Por essa ocasião vários estudos foram apresentados, até que na década de 40, a Light ofereceu um projeto comprometendo-se a abrir a linha do metrô e construir as estações, pedindo para isso, um acréscimo de 100 réis sobre o preço da passagem de bonde, de então. Caberia ao Governo do Distrito Federal a responsabilidade de comprar os trens, enquanto à Light a operação por tempo determinado. Entretanto, não houve desdobramento dessa proposta.

Chegou-se a encomendar ao Metrô de Paris um projeto, que veio a ser elaborado, sem, contudo, ter sobrevivido.

Somente em 1966, o Governo do Estado da Guanabara determinou a constituição de um grupo de trabalho para estudar a implantação de um sistema de metrô.

Em 13/12/1968, sob supervisão da Comissão Executiva de Projetos Específicos - METRÔ, foi aprovado o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica do Metropolitano do Rio de Janeiro, elaborado pelo consórcio brasileiro-alemão, integrado pelas firmas Companhia Construtora Nacional, Hochtief e Deutch Eisenbahn Consulting, com participação efetiva de cinqüenta por cento de técnicos brasileiros.

Nesse trabalho recomendava-se a construção de uma Linha Prioritária ligando a Praça N. S. da Paz à Praça Saens Peña, passando por Copacabana, Botafogo, centro da cidade e Central, com conclusão prevista para 1975.

Seria prolongada até Jacarepaguá, via Meier, até 1990. Recomendava também a construção de uma Linha 2 que ligaria Pavuna a Niterói, incluindo Estácio e Carioca como estações de transferência.

Criada em 14 de novembro de 1968 pela Lei Estadual nº 1736, a Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro - METRÔ, passou efetivamente a operar a partir de março de 1979.

Vinculada à Secretaria de Estado de Transportes, a empresa foi constituída como sociedade de economia mista, de capital autorizado, regida pela Lei Federal nº 6.404/76, com a finalidade primordial de construir, implantar e operar o sistema metroviário do Rio de Janeiro.

Durante os 19 anos em que a operação comercial permaneceu sob a responsabilidade do METRÔ, foram construídas e implantadas 15 estações da Linha 1, interligando Botafogo à Tijuca, e 9 estações da Linha 2, do Estácio a Vicente de Carvalho.

Em abril de 1998, foi concedida à iniciativa privada a operação e a manutenção da rede metroviária, sendo esses serviços transferidos para a empresa Opportrans Concessão Metroviária S/A - Metrô Rio, por um período de 20 anos.Saiba mais sobre o Metrô Rio consultando sua página.

Após a concessão, atendendo a compromissos contratuais, foram ainda inauguradas as estações de Cardeal Arcoverde da Linha 1, em Copacabana e as estações de Irajá, Colégio, Coelho Neto, Acari/Fazenda Botafogo, Engº Rubens Paiva e Pavuna, da Linha 2.

. Clique aqui para ver gráfico com a evolução da demanda média de dia útil de 1979 a 2004.

Através do Decreto nº 27.809 de 23 de janeiro de 2001, o Governador Garotinho instituiu a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, SEDUR, incluindo como um dos seus órgãos vinculados a Cia. do Metropolitano, METRO-RJ.

Através do Decreto nº 27.898 de 9 de março de 2001 ( complementado pelo Decreto nº 28.313 de 11 de maio de 2001) o Governador determinou a cisão da Cia do Metropolitano do RJ em duas empresas: uma a ser liquidada ( onde permanecem os ativos e a relação empregatícia dos funcionários ) e a outra que é a responsável pelas atividades de planejamento, projetos e obras de expansão do metrô.

No dia 25 de maio de 2001, a Cia do Metropolitano do RJ realizou a Assembléia que efetivou a cisão, criando a Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - Rio Trilhos.Saiba mais sobre a Rio Trilhos consultando sua página.

Em 21 de dezembro de 2002, a estação Siqueira Campos da Linha 1, foi inaugurada sendo contudo aberta ao público em 1 de março de 2003, após o cumprimento de exigências feitas pela ASEP.

Através do Decreto nº32.621, de 01 de janeiro de 2003, a Governadora Rosinha Garotinho, determinou a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Urbano - SEDUR e a Companhia de Transporte sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro - Rio Trilhos voltou a ser um orgão vinculado a Secretaria de Estado de Transportes- SECTRAN.

 

Fonte: Cadernos do Metrô - 1985
Revista SEAERJ - Edição Especial maio 1982