| AEROPORTOS
Introdução
A Secretaria de Estado de Transportes comporta em sua estrutura
a Coordenadoria de Transporte Aeroviário, localizada na Avenida
Nossa Senhora de Copacabana, 493, 10º andar, Copacabana / RJ, CEP
22031-000, Tel.: 3816-6196, com as seguintes atribuições:
- Planejar a rede aeroportuária do Estado;
- Projetar, construir, administrar, manter e explorar aeroportos, aeródromos
e heliportos do Estado, mediante delegação, concessão
ou autorização do Comando da Aeronáutica;
- Desenvolver e implementar estudos e métodos com vistas a viabilizar
a obtenção de recursos necessários aos Programas
de Setor;
- Coordenar a aplicação de recursos e meios da iniciativa
privada, no desenvolvimento do setor aeroviário estadual, em especial
apoiando a implantação de um Pólo da Indústria
Aeronáutica no Estado;
- Arrecadar tarifas e taxas aeroportuárias por delegação
do Ministério da Aeronáutica;
- Aplicar as normas legais, técnicas e administrativas, baixadas
pelas autoridades Federais;
- Coordenar a execução das Políticas Federal e Estadual
de Transporte Aeroviário de passageiros e cargas e, desempenhar
direta ou indiretamente, todas as demais atividades legadas à Aeronáutica
de competência do Estado ou que lhe forem delegadas.
- Colaborar com os órgãos competentes da União no
que se refere a aplicação, no Estado do Rio de Janeiro,
da política Aeronáutica Nacional.
Rede Aeroviária do Estado do Rio de Janeiro
A constituição de uma compacta porém bem equipada
rede de aeroportos no interior do Estado visa, entre outros objetivos,
agilizar e tornar rotineiro o acesso de empresários, turistas,
comerciantes etc. a estas áreas, seja através da utilização
de pequenas aeronaves particulares, táxi aéreo, linhas regulares
de aviação ou vôos de fretamento (charter) sistemáticos,
procurando sempre aproximar tais regiões dos centros de decisão
do país.
No caso específico do Rio de Janeiro, destaca-se a necessidade
de melhor atender as importantes áreas industriais existentes no
interior, que carecem de ligação principalmente com São
Paulo e Rio de Janeiro, além do segmento turístico, que
no mundo inteiro vem crescendo a altas taxas, freqüentemente em função
da existência de pacotes turísticos, que englobam hospedagem,
transporte aéreo, transfer de passageiros aeroporto-hotel
e, eventualmente atrações turísticas, oferecendo
desta forma conforto, segurança, rapidez e preços relativamente
reduzidos.
Com relação a ocupação de hotéis classificados
localizados no interior do Estado, foi exaustivamente estudado e comprovado
pelos órgãos do setor, que tais unidades tem nos turistas
residentes em cidades de outros estados (notadamente na Região
Metropolitana de São Paulo, região de Ribeirão Preto
e Belo Horizonte) ou mesmo provenientes do exterior, a grande maioria
de seus usuários, o que implica obrigatoriamente no
uso sistemático da aviação. Neste particular, há
sempre de observar-se o que faz a concorrência em outros destinos
turísticos, alguns deles muito elaborados tais como |Fortaleza,
Maceió, Natal, Porto Seguro (BA), Valença (BA), Lençóis
(BA) Caldas Novas (GO) e Caxias do Sul (RS), entre outros, que contam
não só com bons aeroportos, mas dispõem de serviços
aéreos sistemáticos. Paralelamente, outros destinos concorrentes
estão se preparando para receber grandes fluxos de turistas por
via área, já que estão iniciando a construção
de bons aeroportos a exemplo de Bonito (MS) e Gramado/Canela (RS).
Finalmente, há de se destacar a promulgação e operacionalização
da Lei Federal n° 8.399 de 07/01/92, que instituiu o Programa Federal
de Auxílio a Aeroportos - PROFAA, e possibilitou a disponibilização
de recursos visando investimentos em aeroportos de pequeno e médio
portes, com base em receitas geradas no próprio sistema de aviação
civil. Ao logo dos últimos 10 anos, porém apoiado principalmente
pelo PROFAA, além de recursos oriundos do próprio tesouro
estadual e da iniciativa privada, foram implementadas várias obras
e melhorias nos aeródromos de Resende, Paraty, Angra dos Reis,
Cabo Frio, Nova Iguaçu, Maricá, Itaperuna, Saquarema e Santo
Antônio de Pádua, sendo entretanto de fundamental importância
a complementação e qualificação da infra-estrutura
aeroportuária, para que tal infra-estrutura efetivamente apoie
o desenvolvimento de tais regiões.
Paralelamente, é importante destacar o grande crescimento que vem
sendo observado na utilização de helicópteros tanto
em vôos turísticos, como em apoio a atividades de negócios
em geral e mesmo em situações emergenciais ou em ações
de segurança pública.
A Importância de uma Rede Aeroportuária no Interior
Atualmente, os principais Estados da Federação já
dispõe de boas redes aeroportuárias que atendem as regiões
interioranas, visto que este equipamento permite aproximar zonas de produção
dos centros de decisão. È sabido que a carga, os insumos
e mesmo a produção tem como sustentáculo na distribuição
de seus produtos as rodovias e ferrovias, porém o empreendedor,
o industrial, o grande comerciante, técnicos qualificados, ou seja
a decisão do investimento e o acompanhamento de seu dia a dia,
tem no transporte aéreo ferramenta fundamental.
Cabe sempre destacar o exemplo da implantação da Volkswagen
em Resende, que foi a primeira industria de expressão internacional
a se implantar naquela região, já que era a única
fábrica de caminhões e ônibus daquela marca no mundo.
Entre os oito itens que a empresa considerava decisivos para a escolha
da região de implantação, entre os quais disponibilidade
de energia farta, sistemas de telecomunicações adequados,
boas vias de transporte rodoviário e ferroviário e, a existência
de um aeroporto em boas condições operacionais, o que motivou
o Estado a empreender uma reforma completa na pista de pouso, táxi
e pátio de aeronaves.
Neste aspecto, nossos pequenos aeroportos dependem de uma maior qualificação
de sua infra-estrutura, para que fiquem pelo menos equiparados aos existentes
em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, Bahia e mesmo do Ceará.
È sempre importante destacar que nenhuma região se desenvolve
sem adequados meios de transportes. Tal processo normalmente se inicia
pela pavimentação da principal estrada, e posteriormente
consolida-se com outros modos que não o rodoviário. Dado
ao crescimento da aviação no Brasil, o transporte aéreo
tem adquirido um papel de destaque na economia de regiões de maior
dinamismo. Praticamente não mais existem regiões industriais
no interior do País que não contem com bons aeroportos,
normalmente servidos por linhas regulares de aviação regional.
Hoje, são mais de 180 cidades servidas pela aviação
regional regular no país. Locais de turismo intenso também
estão aparelhando rapidamente seus aeroportos.
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